E agora moça?


Amor tem prazo de validade?
Tensão pensar que o estar ao seu lado tem tempo e data determinada para se acabar. “O passo de agora e o próximo instante eu sei é quase lá...”
Como pode ser assim tão preciso se eu quero a imprecisão de viver o cotidiano compartilhado, de nunca se saber se amanhã iremos ficar juntos... Não quero viver a certeza de que tudo vivido até aqui se findará amanhã. Não por determinação de nós, mas da vida que nos impõe escolhas injustas.
Não posso lutar contra aquilo que é decisivo. Pelo que te move, aquilo que te faz se permitir mais, de viver sua vida, de ter aquilo que é seu. Afinal, amor (pra mim) é deixar que o outro seja o melhor dele dentre as suas possibilidades. Então deixa e deixa como está. O meu amor não se findará hoje. E se dependesse de mim não se findaria amanhã. Então vamos viver o que temos pra viver, pois: “...não há tempo que volte, amor, vamos viver tudo o que há pra viver...”

Texto desconexo

Eu não quero perder o que tenho. Não quero sentir a dor da perda. Dor da qual se sente incapacidade, o vazio, o nada, o desespero, o desassossego,  a desorientação e o desânimo. Com o tempo tudo passa, mas o processo pode ser longo. Não digo do tempo cronológico, mas do tempo de cada um - aquele tempo vivenciado, sentido. Tempo este que faz um dia parecer uma eternidade.
Não sou nada mais que a necessidade de ser eu mesma. De estar fazendo a coisa certa no momento certo. De fazer a pior coisa no momento errado. De fazer a coisa errada no momento certo. Todos somos passíveis de erros. Contudo, não admito erros repetidos da minha pessoa com o mesmo intuito. Eu só quero satisfazer a mim. E é claro que "de quebra" muitas vezes acabo agradando os outros.
Na verdade o que eu espero é sempre a tal da reciprocidade. Eu não faço e espero que o outro não faça comigo ou eu faço e espero que o outro faça. Eu quero mais de mim. Eu quero mais de mim pro outro. Viver na certeza de ser sempre autêntica em minhas ações. Sabendo dos meus limites e de que há sempre algo a ser superado dentro desses limites. Jamais deixarei de ser esse mesmo eu que escreve aqui constantemente. Só me resta esperar e ver pra crer. Espero na certeza de ser sempre fiel a mim mesma.



"Tenho andado distraído,
 

Impaciente e indeciso 
E ainda estou confuso
Só que agora é diferente: 
Estou tão tranqüilo 
E tão contente





Quantas chances desperdicei 
Quando o que eu mais queria 
Era provar pra todo o mundo 
Que eu não precisava 
Provar nada pra ninguém






Me fiz em mil pedaços 
Pra você juntar 
E queria sempre achar 

Explicação pro que eu sentia
Como um anjo caído 
Fiz questão de esquecer 
Que mentir pra si mesmo 
É sempre a pior mentira




Mas não sou mais 
Tão criança a ponto de saber 
Tudo" (Legião Urbana)

Um novo tempo chegou.

Tempo de:
se permitir viver,
 de transmitir alegria, 
   vivenciar o que for possível, 
     valorizar cada minuto com aquela pessoa que você tanto gosta de estar junto, 
       abraçar quem você ama,  
          rir aparentemente do nada, 
            sentir que os bons momentos jamais devem ser desperdiçados, 
              confiar nas pessoas,
                acreditar que o melhor sempre pode acontecer,
                  amar a si e mostrar seu amor para aquelas pessoas que te fazem bem,
                    ter sonhos,
                      ter fé,
                       ter amor,
                         e muita luz.
                                                
                                                   Já é chegada a hora.
                                                                                                    Vamos lá. Avante!

Nós 2

Ando por aí querendo te encontrar em cada esquina paro em cada olhar
Deixo a tristeza e trago a esperança em seu lugar
Que o nosso amor pra sempre viva minha dádiva
Quero poder jurar que essa paixão jamais será palavras apenas
palavras pequenas
palavras ao vento (Cássia Eller)

Repensando

Na liberdade de escolha se vive a experiência de se sentir aquilo que se é verdadeiramente. A sensação de poder guiar sua própria vida. De se sentir o dona (o) de seu próprio destino. De escrever sua própria história sem se importar muito com o que os outros pensam ou esperam de você.
"...parece-me que a maior parte dos erros que cometi nas relações pessoais, muitos dos momentos em que fracassei nos meus esforços para ser útil aos outros, se explicam pelo fato de que, por uma reação de defesa, o meu comportamento se situou, de certa maneira, a um nível superficial, ao passo que na realidade os meus sentimentos seguiam numa direção contrária." (Rogers, 1961)
E se perceber que nesse jogo de ganhar ou perder, de ter e não ter, de querer e não poder... esses paradoxos da vida cotidiana que confundem o viver, mas que te fazem avaliar e planejar para onde se pode mover-se.
As relações por vezes se tornaram superficiais devido minha dificuldade em suportar aquilo que estava sendo pedido ou esperado. Descobri que não preciso me portar de maneira satisfatória eternamente. Que nem sempre vou conseguir satisfazer as expectativas dos outros. E que muitas vezes deverei sobrepor minhas necessidades, meus objetivos. Por que eu não vivo só de agradar os outros. E creio que essa etapa já passou, pois hoje anseio por outras satisfações e possuo outros objetivos. Não pararei até satisfazer-me, mas com os pés no chão. Sei que essa satisfação talvez nunca seja alcançada, isso não para, que há sempre algo novo. Sendo possível eu poder "operar" na minha vida. E assim vou indo a um passo de cada vez sem parar.

Crescimento


Aquilo que dá no coração, que aflige, não deixa dormir, incomoda.

Eu quero a serenidade de novo ao meu lado. Me ninando e embalando meus sonhos.
E a solidão será que vai deixar? 
Deixo tudo assim indo no passo rápido porque foge do meu controle. Não aceito essa condição... Mas me submeto a ela. Não tenho opção.
E esse medo desnecessário bate à minha porta como quem não quer nada. Medo de ficar só agora e para sempre... 
O meu discurso é bom. Pelo menos acalma as pessoas que eu quero bem. Mas não falo nada que não seja a verdade, mas essa verdade pra mim não é de verdade, não é nada que uma tentativa de enganar a mim mesma. Não sei se eu suporto isso. Eu sei que talvez possa e consiga, porque a rotina se encarrega de me ocupar, de eu me enganar. E assim eu passo a perceber a importância que minha família tem nessa minha vidinha mais ou menos. 
Enfim, aceito a condição do "acaso" de que tudo acontece para ser aproveitado no crescimento. Eu quero ser gente grande, mas todo "sacrifício" será preciso.