Hora de treinar o desapego

Sinto muito, já me vou!
O amanhã chega cedo e hoje quero aproveitar o meu dia. Dias piores já se passaram. Agora quero é aproveitar meus dias.
Lembro dos dias de choros e desamor. Cansei disso tudo. Quero é ser feliz.
Mais do que nunca, quero que fique registrado que as pessoas que são importantes pra mim até aqui jamais perderei contato. Amo vocês, de um jeito meio estranho, meio bruto. Muitas vezes por não demonstrar, outras por falar demais ou de menos.
O amor é minha nova forma de existir.
Que seja assim!

Acredite no BEM

"[...]O presente é tão grande, não nos afastemos.

Não nos afastemos muito, vamos de mãos dadas. [...]"

(Mãos dadas - Carlos Drumond de Andrade)

 - "Fala baixo! Alguém pode te ouvir!"
Nem sempre falar em amor, cumplicidade, simplicidade, fidelidade, companheirismo são bem vistos por todos.
É muito engraçado os comportamentos esperados e aceitos pela sociedade.
O que antes era ruim e mal visto hoje é aceito e entendido como normal em diversos âmbitos.
O que se pode chegar a acreditar é que as coisas ruins são mais fáceis de acontecer e mais esperadas. E as "coisas" boas são mais difíceis de serem alcançadas e o medo sufoca e paralisa. Enfim, o mal a ser "sofrido" passou a ser mais fácil de ser encarado. E o BEM passou a ser visto como uma exceção de alguma situação, uma esperança no fim do túnel, uma luz em meio à escuridão. Mas o BEM pode ser a melhor escolha a  se esperar, porque sim! Você também escolhe: ou acreditar no BEM ou no mal. E porque não acreditar que as "coisas" podem sim dar certo e que "os bons são maioria"? 

E agora moça?


Amor tem prazo de validade?
Tensão pensar que o estar ao seu lado tem tempo e data determinada para se acabar. “O passo de agora e o próximo instante eu sei é quase lá...”
Como pode ser assim tão preciso se eu quero a imprecisão de viver o cotidiano compartilhado, de nunca se saber se amanhã iremos ficar juntos... Não quero viver a certeza de que tudo vivido até aqui se findará amanhã. Não por determinação de nós, mas da vida que nos impõe escolhas injustas.
Não posso lutar contra aquilo que é decisivo. Pelo que te move, aquilo que te faz se permitir mais, de viver sua vida, de ter aquilo que é seu. Afinal, amor (pra mim) é deixar que o outro seja o melhor dele dentre as suas possibilidades. Então deixa e deixa como está. O meu amor não se findará hoje. E se dependesse de mim não se findaria amanhã. Então vamos viver o que temos pra viver, pois: “...não há tempo que volte, amor, vamos viver tudo o que há pra viver...”

Texto desconexo

Eu não quero perder o que tenho. Não quero sentir a dor da perda. Dor da qual se sente incapacidade, o vazio, o nada, o desespero, o desassossego,  a desorientação e o desânimo. Com o tempo tudo passa, mas o processo pode ser longo. Não digo do tempo cronológico, mas do tempo de cada um - aquele tempo vivenciado, sentido. Tempo este que faz um dia parecer uma eternidade.
Não sou nada mais que a necessidade de ser eu mesma. De estar fazendo a coisa certa no momento certo. De fazer a pior coisa no momento errado. De fazer a coisa errada no momento certo. Todos somos passíveis de erros. Contudo, não admito erros repetidos da minha pessoa com o mesmo intuito. Eu só quero satisfazer a mim. E é claro que "de quebra" muitas vezes acabo agradando os outros.
Na verdade o que eu espero é sempre a tal da reciprocidade. Eu não faço e espero que o outro não faça comigo ou eu faço e espero que o outro faça. Eu quero mais de mim. Eu quero mais de mim pro outro. Viver na certeza de ser sempre autêntica em minhas ações. Sabendo dos meus limites e de que há sempre algo a ser superado dentro desses limites. Jamais deixarei de ser esse mesmo eu que escreve aqui constantemente. Só me resta esperar e ver pra crer. Espero na certeza de ser sempre fiel a mim mesma.



"Tenho andado distraído,
 

Impaciente e indeciso 
E ainda estou confuso
Só que agora é diferente: 
Estou tão tranqüilo 
E tão contente





Quantas chances desperdicei 
Quando o que eu mais queria 
Era provar pra todo o mundo 
Que eu não precisava 
Provar nada pra ninguém






Me fiz em mil pedaços 
Pra você juntar 
E queria sempre achar 

Explicação pro que eu sentia
Como um anjo caído 
Fiz questão de esquecer 
Que mentir pra si mesmo 
É sempre a pior mentira




Mas não sou mais 
Tão criança a ponto de saber 
Tudo" (Legião Urbana)

Um novo tempo chegou.

Tempo de:
se permitir viver,
 de transmitir alegria, 
   vivenciar o que for possível, 
     valorizar cada minuto com aquela pessoa que você tanto gosta de estar junto, 
       abraçar quem você ama,  
          rir aparentemente do nada, 
            sentir que os bons momentos jamais devem ser desperdiçados, 
              confiar nas pessoas,
                acreditar que o melhor sempre pode acontecer,
                  amar a si e mostrar seu amor para aquelas pessoas que te fazem bem,
                    ter sonhos,
                      ter fé,
                       ter amor,
                         e muita luz.
                                                
                                                   Já é chegada a hora.
                                                                                                    Vamos lá. Avante!

Nós 2

Ando por aí querendo te encontrar em cada esquina paro em cada olhar
Deixo a tristeza e trago a esperança em seu lugar
Que o nosso amor pra sempre viva minha dádiva
Quero poder jurar que essa paixão jamais será palavras apenas
palavras pequenas
palavras ao vento (Cássia Eller)

Repensando

Na liberdade de escolha se vive a experiência de se sentir aquilo que se é verdadeiramente. A sensação de poder guiar sua própria vida. De se sentir o dona (o) de seu próprio destino. De escrever sua própria história sem se importar muito com o que os outros pensam ou esperam de você.
"...parece-me que a maior parte dos erros que cometi nas relações pessoais, muitos dos momentos em que fracassei nos meus esforços para ser útil aos outros, se explicam pelo fato de que, por uma reação de defesa, o meu comportamento se situou, de certa maneira, a um nível superficial, ao passo que na realidade os meus sentimentos seguiam numa direção contrária." (Rogers, 1961)
E se perceber que nesse jogo de ganhar ou perder, de ter e não ter, de querer e não poder... esses paradoxos da vida cotidiana que confundem o viver, mas que te fazem avaliar e planejar para onde se pode mover-se.
As relações por vezes se tornaram superficiais devido minha dificuldade em suportar aquilo que estava sendo pedido ou esperado. Descobri que não preciso me portar de maneira satisfatória eternamente. Que nem sempre vou conseguir satisfazer as expectativas dos outros. E que muitas vezes deverei sobrepor minhas necessidades, meus objetivos. Por que eu não vivo só de agradar os outros. E creio que essa etapa já passou, pois hoje anseio por outras satisfações e possuo outros objetivos. Não pararei até satisfazer-me, mas com os pés no chão. Sei que essa satisfação talvez nunca seja alcançada, isso não para, que há sempre algo novo. Sendo possível eu poder "operar" na minha vida. E assim vou indo a um passo de cada vez sem parar.

Crescimento


Aquilo que dá no coração, que aflige, não deixa dormir, incomoda.

Eu quero a serenidade de novo ao meu lado. Me ninando e embalando meus sonhos.
E a solidão será que vai deixar? 
Deixo tudo assim indo no passo rápido porque foge do meu controle. Não aceito essa condição... Mas me submeto a ela. Não tenho opção.
E esse medo desnecessário bate à minha porta como quem não quer nada. Medo de ficar só agora e para sempre... 
O meu discurso é bom. Pelo menos acalma as pessoas que eu quero bem. Mas não falo nada que não seja a verdade, mas essa verdade pra mim não é de verdade, não é nada que uma tentativa de enganar a mim mesma. Não sei se eu suporto isso. Eu sei que talvez possa e consiga, porque a rotina se encarrega de me ocupar, de eu me enganar. E assim eu passo a perceber a importância que minha família tem nessa minha vidinha mais ou menos. 
Enfim, aceito a condição do "acaso" de que tudo acontece para ser aproveitado no crescimento. Eu quero ser gente grande, mas todo "sacrifício" será preciso.

De passagem

Já encarei a vida  com mais inquietação. Vivenciando constantemente aquela sensação de impossibilidade diante das oportunidades de se fazer alguma coisa de diferente ou importante para si, principalmente. Esperando que algo de sutil e que me revele a luz e o caminho por onde eu possa caminhar livremente e intensamente. Apreciar as belezas que a vida florida e natural tem para mostrar. Interessar-me por caminhos tortuosos e que me endireitem para uma vida mais ou menos correta. Porque não nasci para a tradição, muito menos para a revolução!
Em busca de equilíbrio vou seguindo, tentando e conseguindo viver entre o céu e o inferno, entre o bem e o bom (mau), entre o sabor da liberdade e libertinagem...
Equilíbrio é sempre bom!
E todos os dias fico querendo me lembrar que estou aqui só de passagem e que isso faz meus dias terem mais peso, mais importância. E todas as minhas ações serão preciosas aqui e agora. O que mais me importa é o presente. As coisas que virão, estou às esperando. E as que se foram, não as quero mais, ou melhor, as coloquei no meu baú.
Estou na estação esperando meu trem chegar pra me levar ao caminho que já deveria estar.

Das palavras que eu falei

Adoro as palavras! Você pode fazer o arranjo como quiser, dizer mil coisas ao mesmo tempo ou não dizer nada em uma mesma frase.
O óbvio as vezes é muito robusto e tentador, mas o mistério, ah esse eu adoro. E nesse jogo de palavras nada é certo, nada é concreto. Adoro ler nas entrelinhas no descaso de quem escreve ou ler, perceber aquilo que não era para ser percebido, ou fingir não perceber e deixar o outro na dúvida sobre o seu entender é um dom.
De certo nem sempre isso é esplendoroso, mas em alguns casos torna-se tentador e inevitável esse jogo de disse que não disse. Reconheço que em meio a tempestade seja mais prudente uma conversação mais objetiva e focada, senão os ânimos podem se alterar e causar desconforto. Aí aparece aquele :"Você quis dizer isso...", sem a pessoa ter falado qualquer palavra nesse sentido imaginado pelo outro.
Então, divirta-se Não leve tudo ao pé da letra.

Nada para

Eu precisava estar comigo mesma, numa solidão demasiadamente tenebrosa. Sinto-me refugiada em meio aos meus pensamentos bons e ruins que por sinal me vêm trazendo inquietação e promovendo um certo movimento lento e progressivo ao longo de uma caminhada voraz.

Caminho pouco a pouco no intuito de conseguir equilibrar sonhos e realidade. Aprendendo a cada dia que nenhuma ameaça é apenas ameaçadora, mas que se pode buscar recursos para transformá-la em um simples descompasso ao longo do percurso.
Com o tempo aprendi a me equilibrar na corda bamba, pois ou eu caia de vez e me estatelava toda no chão ou tentava (e por vezes conseguia) me equilibrar em cordas tão bambas que eu mal podia acreditar. Por isso acredito que somos destinados a sermos sempre melhores. E esse crescimento não para, a gente não para, o mundo não para.
E assim vou seguindo: cada passo na sua vez.
E se eu já sofri? Claro que sim, mas a dor também não para. Já a transformei em entusiasmo para meus próximos passos.

Um mergulho em busca de ar

Por: Átila Motenegro 

As experiências que me acometeram nos últimos meses trouxeram-me um movimento interior demasiado sagaz, e ainda pelejo para encontrar um novo ritmo de palavras que seja capaz de representar, com o mínimo de fidelidade e de dignidade, o que sinto. Mas também me perturba permanecer em silêncio quando há tanto a comunicar, e em meio a essa briga inacreditável com as palavras, entre a peleja e o tédio, permaneço, inspirando e expirando, a um passo de cada vez, resistindo ao cansaço que me incita a preencher minha presença com desejos nocivos do ego. Hoje estou rígido, e já alguns dias assim me conservo, sendo arrastado pelos hábitos. Minha face, que luta para se sustentar ante o ímpeto emocional, sorri com dificuldade, com medo de arruinar-se. Estar aqui, em meio a tanta dor, comunicando, torna-se, então, uma prática, ou talvez um mergulho em busca de ar. (...)
Assim, desconhecia meios para me libertar da rigidez e para provocar um movimento interior constante. A vida havia me ensinado, com suas imprevisibilidades, que eu não podia controlar nada, mas ainda ansiava por segurança e por um chão no qual pudesse caminhar. Não havia  ainda percebido que há muito já havia sido jogado na corrente da vida. (...)
Aprendi, portanto, a me movimentar no conforto e no desconforto, pois a vida sempre estará me jogando para qualquer desses lugares, e é o que sempre encontrarei nas moradas que vier a adentrar. Lidar com o desconforto já parece algo que aceitamos e que acreditamos que deva nos inquietar e nos movimentar, mas no conforto parecemos sempre querer parar e descansar. Acontece que o fluxo da vida não para.

Uma história pra te contar...


Era uma vez uma rapaz que tinha muitos sonhos. Era muito pobre e saiu de casa aos 13 anos para tentar ganhar alguns trocados nas ruas engraxando sapatos. Resolveu nunca mais voltar pra casa, a rua era seu novo lar. Conheceu alguns rapazes na mesma situação. Andavam por toda a cidade. Tomavam banho quando e onde podiam: num riacho ou em um posto de gasolina. Geralmente o rapaz não andava sozinho, havia sempre no mínimo um companheiro daquelas mesmas aflições. Não tinha o que comer, nem água para tomar banho, nem roupas sem algum firinho (ou rasgão). E as pessoas olhavam torto, tinham medo.

No ônibus coletivo tinha sempre aquele ar de medo e bem raramente alguém se dispunha a trocar uma ideia, dar um conselho. O que o rapaz queria era apenas um dinheirinho, para que suas necessidades mínimas fossem sanadas. E anda tentando, buscando algum trabalho digno que lhe possa revelar a oportunidade de nascer de novo.
OBS: História baseada em fatos reais, com foto tirada por mim.

Decepção


Sem grandes surpresas, sem sustos. Eu vaguei este caminho esperando que isso acontecesse. Só que eu esperava estar errada. Afinal, minha intuição pode falhar, mas quando eu penso, repenso, calculo e analiso os fatos... estava tudo aqui em minha frente! E aquela pitada de "eu num sei o que é, mas alguma coisa está errada aí". O sentidos exploram o meio, e nem se sabe bem de onde vem essa dúvida de que algo tá errado. Aí acaba que não se percebendo realmente o que está acontecendo, porque o que é das "entrelinhas" quase nunca se tem certeza. E cada passo mal dado, cada quase vacilo vem logo aquele passo pra trás... aquela incerteza que pro outro se resume em insegurança ou falta de confiança. E que de nada adianta ficar na retaguarda ou fingir que está tudo bem. A única saída é esperar, esperar... E nada que o tempo não demonstre e esclareça o que as pessoas e as situações são. Porque tudo sempre conspira ao nosso favor. E tudo passa, tudo muda de valor. A gente muda, cresce e aprende que da próxima vez a intuição será mais valorizada. E sem grilas, sem grandes expectativas, sem grandes anseios... E a vida vai seguindo esperando alguma reação de nós. E se vai lá fora, respira-se fundo, corre, cansa, dispara e se alcança o que tanto queria...

o fulano do tal Orgulho

Aquele não dar o braço a torcer, fingir não sentir, fazer pose de inatingível, sustentar uma imagem as vezes de insensível. Mas ele sufoca, atinge o outro, penetra a tua alma e dilacera o coração. É ser o que não se é. Ser superficial, mecânico. É se fingir de "vivo" pra não perder a pose, mas por dentro o cheiro podre das vísceras incomoda, chateia. E dá pra sentir de longe essa podridão que vai se enraizando, tomando conta, se fundindo às vias menos atingidas. E te consome, consome... 
E se você se lembra daqueles dias que eu não fui eu, me perdoe. O que eu sentia não queria que ninguém além de mim soubesse.
 Mas já chega! Não dá pra viver sempre na defesa. E a podridão? Coloca pra fora, libera esse nojo. Limpa tua alma e renasça. Seja autêntico, libere-se. Chega de reprimir-se! Menos receio e mais ação. Chega de esconder
esse "eu", chega...

E aquela pose, eu já nem me lembro mais...
Movimento!!

R$ Carinho, 00

Um afago, um abraço, um beijo, um olhar, um telefonema... mil e uma maneiras de se demonstrar o carinho. Esse não tem preço, nem medida. 
As pessoas amigas vão passar pela tua vida e cabe a nós deixar marcas boas dessa convivência grandiosa. E assim, cada gesto de carinho, ou o carinho em si será de grande peso para que essas marcas fiquem cravadas. E no meu caso, por mais "bruto" que pareça a demonstração de afeto e carinho é apenas um carinho disfarçado. (Confesso que sou extremamente orgulhosa) 
Ao chamar um amigo (a) de "coisa feia", "coisa horrorosa", "cururu", eticetera e tal, meus amigos, eu não faço por mal! 
Por que o meu carinho por eles é imensurável! Acho que ainda carrego o espírito brincalhão e irônico do ensino médio. E talvez não tenha curtido essa vibe o suficiente naquela época (e nem faz tanto tempo assim - 4 anos atrás). Mas o fato é que vou procurar me controlar mais, me policiar quanto a esse tipo de brincadeira. Afinal, não quero traumatizar ninguém. hehe
Fica aqui registrado o meu carinho para os meus lindos e especiais amigos (as)

E se o amor existe...

Eu quero colorir a minha estranha com flores a cada passo
E sentir o coração pulsar como que em uma corrida ao um simples atender de telefone
E se ele existir mesmo, de verdade, eu quero voar para bem longe e saber voltar
Quero ser um só, mas ser só eu em alguns momentos
Quero viver o recíproco, o divino, o carnal
E sempre, sempre mesmo, viver a compreensão
Não temer, não crer, não prender demais e nem soltar demais, abraçar, acariciar, bater, se descabelar e
principalmente se calar, adivinhar, sonhar, curtir, viajar, perturbar, apurrinhar....
Quer saber, ele existe mesmo oh...hahahaha


Amardura

Sei dos erros que cometi, dos momentos que eu não vivi, dos sonhos que sonhei e não os alcancei.

Nada de arrependimento! Tudo que eu fiz foi o melhor de mim naquele momento.
Prometo, não sofrer pelas mesmas questões. Minhas feridas já estão curadas. E hoje a carne é mais dura, mais forte. Por vezes eu uso arrmadura pelo mundo afora.
Sabe, a primeira vez que eu a utilizei foi meio disconfortável e as pessoas estranharam a minha escolha. Ah, cada um se dfende como pode. Mas com o tempo elas se acostumaram e eu também. E nós percebemos que era mais confortável ser assim, até então.
Depois me vi sozinha com meus pensamentos e distante da realidade hostil.
Então me desfiz de todo o meu aparato e hoje me sinto mais leve. Aquilo tudo me deixava exausta!
Hoje eu sou livre. Não vejo barreiras pela frente.
E sabe o que eu descobri?! Nada melhor que contato... afetivo, social, moral, amigável e desamigável.
Eu quero é crescer.
E vai ser assim até o fim.
Abraços

Lembranças

Como é bom lembrar das coisas que se foram!!
Das batalhas, das derrotas, das escolhas, das pessoas, dos dias bons e dos dias que dão raiva só de lembrar. Mas tudo faz parte dessa vida. E tudo aquilo pelo qual passamos faz toda diferença ao nosso ser. Nossa maneira de encarar nossos problemas e de tentar resolver ou esquecê-lo.
Lembro das tardes brilhantes no quintal da minha vó. Das manhãs fascinantes esperando meu avô chegar com meus docinhos prediletos. Dos dias de quase revolta, com aquela vontade de sair de casa e nunca mais voltar. Recordações da minha vó que se foi tão cedo. Do tempero da vó, principalmente do seu bolo de tapioca! Dos momentos em famílias que hoje nem existem mais. Dos exercícios de matemática que eu passava o fim de semana inteiro resolvendo, e adorava isso. Lembro das pescas na prova de inglês (vai ver por isso sou tão péssima em english). Das descobertas sobre o mundo.
No final, o que eu percebi foi que o mundo não era/é bom. E que as pessoas quase sempre não são boas.
Mas que eu não era tão boa assim também e que eu acabei me perdendo em vias de mão dupla. Porque os caminhos por onde passei deixaram de existir e aqueles que eu tomei por direção tinham sempre duas vias. A que eu tomei primeiro me deixou a mercê da sorte, recuei meu caminho e retomei aquilo que era meu por direito. Sim, por direito sim, porque eu tenho o direito de ser feliz, de percorrer o caminho que eu quiser. A vida é minha, o percurso eu é que faço. Deixa eu ir pra onde quer que seja. Um dia pode ser que eu volte, mas se eu tomei o caminho sem volta, adeus.
E o que vai ficar são as lembranças, em que prefiro optar pelas boas. As más já devem ter tomado meu tempo demais. Agora deixa eu curtir as recordações dos dias bons desta vida.
E assim, desejo bom momentos no presente a vocês para que possam recordar e recordar.
Lembranças boas são as melhores.

Caroline Evily